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(COM)SENTIMENTO: Um Espaço Seguro para Falar de Afetos

Apresentamos um novo projeto: um espaço seguro para falar de afetos, valorizando cada pessoa com respeito e dignidade.

Estamos, enquanto sociedade, preparados para falar de sexualidade na deficiência de forma aberta e informada?

Foi a partir desta reflexão que nasceu o (COM)SENTIMENTO, o novo projeto do Serviço de Psicologia da APCM, que iniciou este ano com vários grupos de trabalho na instituição, dedicado à promoção de competências pessoais, relacionais e à abordagem da sexualidade junto de pessoas com deficiência.

Apesar dos avanços na área da saúde pública, a sexualidade na deficiência continua a ser um tema marcado por silêncios, mitos e falta de acesso a informação adequada.

Para além das barreiras sociais e culturais ainda existentes, a ausência de espaços estruturados de aprendizagem e reflexão pode contribuir para a desinformação, dificuldades na gestão de emoções e relações, bem como maior vulnerabilidade a situações de risco.

O projeto (COM)SENTIMENTO surge precisamente para dar resposta a estas necessidades, promovendo uma abordagem estruturada e adaptada à realidade dos utentes da APCM. Assente nos princípios da autodeterminação, igualdade e direitos humanos, o (COM)SENTIMENTO pretende promover uma vivência da sexualidade informada, positiva e respeitadora. Mais do que transmitir conhecimentos, o projeto aposta na valorização da pessoa na sua globalidade, reconhecendo a sexualidade como uma dimensão central da vida, que integra emoções, afetos, identidade, relações e bem-estar. Falar sobre o corpo, os afetos e as relações é falar de uma parte fundamental da vida de qualquer pessoa. No caso das pessoas com deficiência, esta dimensão pode envolver desafios adicionais, sendo importante garantir acesso à informação, apoio e espaços seguros de expressão. Promover a capacidade de compreender, escolher e comunicar vontades de forma livre é essencial para reforçar a autonomia, o respeito e o bem-estar.

Ao longo das sessões, são trabalhadas competências fundamentais como o autoconhecimento corporal, a expressão emocional, a compreensão de conceitos como intimidade, privacidade e consentimento, bem como o respeito pelos limites próprios e dos outros. Paralelamente, o projeto contribui para a prevenção de situações de abuso e para a desconstrução de preconceitos ainda associados à sexualidade na deficiência.

 Sessão 17.04.2026 4